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  • Cafeína inalável ou “comidas respiráveis”

    • 23 Jan 2012
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    aero shot

    Supostamente desenvolvido por um professor de Harvard, o produto da foto, usa a tecnologia dos inaladores de insulina, mas fornece cafeína ao usuário. Lançado no final de 2011, tem causado certa preocupação.

    O produto é vendido pela “Breathable Foods” e, pelo que eu pude apurar,  já existem outras “comidas respiráveis”.  Entre elas chá e chocolate.

    Segundo o site do fabricante cada aspirada fornece 100mg de cafeína o mesmo que uma xícara grande de café.

    O Senado americano já se movimenta por considerar o produto capaz de provocar abuso entre adolescentes.  Recentemente uma bebida alcoólica que tinha cafeína em sua formulação e o sugestivo nome de “Four Loko” foi responsável por internações e mortes. Foi banida do comércio em vários estados americanos. Charles Schumer, Senador por Nova York, teme que a cafeína inalável, consumida juntamente com álcool, provoque os mesmos problemas.

    Segundo alguns blogs o mercado da cafeína está cada vez mais lotado. Além do consumo através da boa, velha e antiquada xícara de café, ainda temos os cicletes e os batons de cafeína. Isso mesmo, baton.

    Aqui você pode assistir o video de lançamento da cafeína inalável em Paris. Como é possível perceber, mais um produto voltado para o público jovem.

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  • O custo do beber pesado

    • 16 Jan 2012
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    heavy drinking

    São dados dos EUA e a dica veio através do Jeff Wolfsberg.

    De qualquer forma é sempre muito importante termos acesso a esse tipo de informação.

    O Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC, em inglês) é responsável por resultados como o que reproduzo abaixo:heavy drinking2

    Em 2006, o beber abusivo custou aos cofres norte-americanos cerca de US$ 223 milhões. O consumo em binge* típico entre os jovens, foi responsável por mais de 75% desse custo.

    Para obter informações sobre o “binge drinking” no Brasil você pode ler os artigos:

    1) SILVEIRA, Camila Magalhães et al. Epidemiologia do beber pesado e beber pesado episódico no Brasil: uma revisão sistemática da literatura. Rev. psiquiatr. clín. [online]. 2008, vol.35, suppl.1, pp. 31-38. ISSN 0101-6083.

    2) DUAILIBI, Sérgio; PINSKY, Ilana  and  LARANJEIRA, Ronaldo. Prevalência do beber e dirigir em Diadema, estado de São Paulo. Rev. Saúde Pública [online]. 2007, vol.41, n.6 ISSN 0034-8910.

    * Consumir em “binge” é consumir mais de 4 doses de bebida alcoólica em uma única ocasião.

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  • Publicidade de Tabaco no Ponto de Venda - baixe o livro e leia a entrevista

    • 10 Jan 2012
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    publitabaco

    Em 2012 teremos muitas ações e informações sobre as diversas iniciativas contra os prejuízos causados pelo fumo. Principalmente aqueles que envolvem crianças e jovens.

    Para iniciar essas ações reproduzo aqui a entrevista concedida pela psicóloga Ilana Pinsky e pela socióloga Daniela Pantani. Elas falaram ao site da Abead em abril de 2011.

    Elas e a jornalista Ana Monteiro escreveram o livro “Publicidade de Tabaco no Ponto de Venda” que você pode baixar na íntegra clicando aqui.

    livro ilana

    Entrevista com Ilana Pinsky e Daniela Pantani (29/04/2011)

    Responsáveis pelo novo hotsite da Abead, a psicóloga Ilana Pinsky e a socióloga Daniela Pantani, coordenadora e gerente do projeto, comentam em entrevista a iniciativa que deu origem ao site Publicidade do Tabaco no Ponto de Venda, lançado em abril. Confira!

    O portal Publicidade de Tabaco no Ponto de Venda, lançado recentemente, aborda a questão dos malefícios da propaganda do cigarro em comércios como padarias, lanchonetes, etc. Quais são as principais metas desse projeto e como pretendem alcançá-las?

    Ilana e Daniela: Essa nova iniciativa está completamente alinhada com o objetivo da Abead de participar efetivamente da discussão e elaboração de políticas públicas de prevenção e tratamento do uso de tabaco. Para tanto, algumas atividades estão sendo desenvolvidas e englobam desde a formação de um comitê para a elaboração de estratégias perante os diversos atores sociais, até o alargamento da discussão entre a sociedade de forma que os indivíduos se conscientizem a respeito do problema.

    Em sua opinião, como a publicidade do cigarro influencia o consumidor final? O uso do tabaco entre os jovens pode estar diretamente relacionado à propaganda no Ponto de Venda?

    Ilana e Daniela: Existem diversas pesquisas nacionais e internacionais comprovando que a publicidade de tabaco no ponto de venda é de fato percebida pelos adolescentes e contribuem para a construção cognitiva acerca de determinada marca. Especialmente quando os maços de cigarro estão dispostos ao lado de doces, balas e revistas, a publicidade e a exposição estratégica tornam o ambiente amigável à iniciação e ajudam a normalizar o produto perante os adolescentes

    No Brasil, o fato da legislação ainda não ter contemplado um banimento total da publicidade, criou oportunidades para as empresas continuarem a promover suas marcas. Como podemos mudar esse cenário?

    Ilana e Daniela: Para se atingir o banimento total da publicidade de tabaco, assim como já é feito em alguns países, como Austrália e Canadá, é necessário um conjunto de atividades que englobem pelo menos dois pontos principais. A primeira é o aumento do esclarecimento e conscientização da sociedade a respeito do problema. Dados recentes provaram que muitos brasileiros adultos não se dão conta de que aquilo que eles observam no ponto de venda é uma forma de publicidade de tabaco. Isso se dá especialmente por conta das diversas proibições com relação à publicidade feitas no passado. Segundo, é preciso articular os diferentes atores sociais de forma a expandir a discussão e a pressão nos órgãos governamentais visando a implantação de medidas regulatórias. Precisamos compreender que o cigarro não é um produto qualquer e sua regulação deve evoluir em prol da saúde pública.

    A Abead conta com o apoio de instituições internacionais como a Bloomberg e Campaign for Tobacco-Free Kids, além do suporte de diversas organizações nacionais, como a Aliança de Controle do Tabagismo (ACTBr), Procon-SP, IDEC, Instituto Alana, Instituto Nacional de Políticas Públicas do Álcool e Drogas (INPAD) e representantes da Procuradoria de Justiça. Como avalia a importância de tais parcerias na luta contra a indústria do tabaco?

    Ilana e Daniela: As entidades listadas possuem uma larga experiência no ativismo contra a publicidade de produtos potencialmente danosos à saúde pública, como álcool, cigarros e alguns alimentos. A união entre as entidades não só propicia uma rica troca de experiências, como confere a cada uma delas força para o ativismo em suas causas particulares.

    Ao redor de todo o mundo as políticas contra o fumo têm ganhado força. Atualmente, já se fala até em países livres do tabaco. Em sua opinião, por que o Brasil ainda não alcançou tal estágio e o que falta para que isso ocorra?

    Ilana e Daniela: O Brasil já possui grandes conquistas e é considerado um dos países cujas políticas de controle de tabaco estão bem avançadas. No entanto, o país ainda precisa se esforçar para alcançar diversas medidas propostas pela Convenção Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), entre elas a questão da publicidade no ponto de venda e a expansão dos ambientes livres de fumo para outros Estados brasileiros. Uma pesquisa divulgada recentemente pela Lancet apontou o tabagismo como um dos principais fatores de risco para doenças não-transmissíveis, como câncer e doenças cardiovasculares. Nesse sentido, uma oportunidade a ser visualizada pelo país, inclusive como uma maneira de retomar o protagonismo adotado na altura do lançamento da CQCT, são as reuniões mundiais que têm acontecido sobre doenças não-transmissíveis. No entanto, mais do que se posicionar internacionalmente, o país ainda precisa elaborar políticas de continuidade à implantação da CQCT.

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  • Repensando o beber - O álcool e sua saúde

    • 23 Dec 2011
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    São várias as iniciativas que tentam orientar o consumo responsável de bebida alcoólica. Por incrivel que pareça, até a própria industria do álcool tenta fazer isso.

    A iniciativa que eu divulgo aqui é o National Institute of Health do governo norte americano. Clique na figura para visitar o site.

    rethink

    Ele é bem completo e inclusive permite o download de material.

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  • Jovens e o sexo

    • 19 Dec 2011
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    Saiu na Folha de São Paulo de domingo, 18 de outubro, esta interessante entrevista.

    Reproduzo na íntegra logo abaixo.

    saúde sexo

    ENTREVISTA ALFRED T. VERNACCHIO

    Jovens têm recebido exemplos pouco saudáveis de sexoProfessor de educação sexual americano mostra fotos de genitais "reais" para alunos e diz que mídia difunde padrões infantilizados

    VERENA FORNETTI
    DE NOVA YORK

    Na sala de aula, ele mantém uma caixinha onde os alunos podem colocar perguntas sobre sexualidade. Para ilustrar as lições, apresenta fotos de órgãos sexuais -ele acha que os jovens, por causa da mídia, não sabem reconhecer um corpo normal e saudável.

    E critica a sociedade americana, que, segundo ele, infantiliza os corpos com uma aversão aos pelos pubianos.

    O professor Al Vernacchio, 47, está ganhando notoriedade nos EUA por causa da maneira como discute sexualidade na Friend's Central School, uma escola privada em Wynnewook, perto da Filadélfia, onde ensina estudantes do ensino médio, mas também em cada vez mais frequentes artigos e entrevistas na imprensa, como na revista do "New York Times".

    Homossexual e em um mesmo relacionamento há 17 anos, diz que seu exemplo e a abertura com que trata o sexo incentivam a tolerância entre os jovens.

    Folha - Quais os métodos que o senhor procura seguir ao falar sobre sexualidade?

    Al Vernacchio - A única coisa que faz minha abordagem ser diferente é que começo [meu trabalho] com a suposição de que a sexualidade é uma força para o bem no mundo. Ver a sexualidade como um dom precioso nos permite enxergar pessoas como pessoas e não como coisas para serem usadas.

    Quando o senhor diz que a sexualidade é uma força para o bem, mesmo para os adolescentes, o que quer dizer?

    Isso não significa que os adolescentes devam ser sexualmente ativos, mas que não precisam ter medo de seus corpos e de seus desejos. Eles têm que ser estimulados a entender seus sentimentos e a fazer escolhas conscientes em relação a eles.

    O sr. critica a maneira como a sociedade encara o sexo. Diz, por exemplo, que há uma aversão a pelos pubianos e que os jovens não sabem reconhecer o que é um órgão sexual saudável.

    Não acho que a sociedade encoraje comportamentos saudáveis. Temo que muitos jovens olhem para fora para ver como deviam ser. Eles têm de se conhecer e se gostar para então olhar criticamente para as mensagens que a mídia espalha. Não é normal que um programa de televisão ou uma revista me diga como devo ser ou determine para mim o que é bonito.

    Sobre pelos pubianos, acho que muitos jovens não pensam sobre qual é a aparência que querem para seus corpos. Olhar o mundo sem capacidade crítica não é saudável. Os EUA têm infantilizado a questão, fazendo com que os corpos adultos pareçam corpos de criança. É uma maneira de escapar da responsabilidade, de tentar não ser adulto. Isso é preocupante.

    O sr. defende que é preciso discutir com adolescentes sobre relacionamentos saudáveis. Como os pais e professores podem fazer isso?

    A adolescência é um período para aprender habilidades importantes: como dirigir um carro, lidar com o dinheiro de forma responsável. Estabelecer e manter um relacionamento saudável é outra habilidade que deve ser ensinada. Os jovens não sabem como fazer isso, e os exemplos da mídia nem sempre são os mais saudáveis.

    Professores e pais devem abordar o assunto de modo honesto. Há muitas coisas que podem desencadear o diálogo, como uma música ouvida no carro ou um programa de TV.

    O que é uma relação saudável para um adolescente?

    As qualidades de um relacionamento saudável para os adolescentes são, em grande parte, as mesmas que para o adulto: honestidade, comunicação aberta, intimidade, compromisso e livre expressão de sentimentos. O fator singular para os jovens é que, para eles, tudo isso é novo.

    Como o senhor vê o estímulo à abstinência sexual em escolas americanas?

    A educação que só estimula a abstinência é ineficaz para ajudar os jovens a adiar o início da atividade sexual. Jovens que só receberam essa orientação têm menos chance de praticar sexo seguro.

    Não há nada errado se um casal escolher a abstinência; é uma opção válida e valiosa, mas é apenas uma entre muitas. Mas abstinência como a única coisa que um jovem pode escolher é como ensinar só um ramo da matemática ou da literatura.

    As discussões sobre abstinência, ou como eu prefiro chamar, sobre "estabelecer limites sexuais", devem estar em qualquer programa de educação sexual, mas como uma parte de um todo maior.

    Qual é o impacto sobre os alunos de uma abordagem conservadora na sala de aula sobre a sexualidade?

    Quando os jovens têm informações limitadas e recebem silêncio como resposta às suas perguntas, eles vão procurar informação em outro lugar, muitas vezes com fontes menos confiáveis. Tratar nossos sentimentos como vergonhosos ou pecaminosos só vai conduzir os jovens a relações pouco saudáveis.

    Como é para seus alunos ver que o sr. assume sua opção sexual? Há casos de agressões a homossexuais nas escolas?

    Há casos de violência na sociedade como um todo. Acho que minha habilidade em ser aberto em relação à minha orientação sexual pode reduzir isso.

    O que sabemos pelas pesquisas é que quanto mais as pessoas têm contato com gays, mais os veem não só como gays, mas como pessoas completas. Isso reduz o medo e a agressão.

    Eu dou exemplo para meus alunos de um gay que é de meia-idade, que está em um relacionamento longo, que tem senso de humor. Me faço visível e nem todas as pessoas podem ser tão visíveis quanto eu, que trabalho em uma escola segura e em uma comunidade em que sou encorajado a ser eu mesmo.

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  • Propaganda polêmica

    • 13 Dec 2011
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    Mais uma vez a fonte é o Adfreak.
    Quem ainda não conhece esse site e curte propaganda não pode deixar de visitá-lo.
    A história é a seguinte: Uma comissão de controle sobre bebidas alcoólicas do estado da Pensilvânia (EUA) criou um material mostrando a ligação entre beber e o estupro.
    O material é esse abaixo.

    A polêmica foi imediata.
    A associação defende a propaganda dizendo que apenas chama atenção para um problema que vem crescendo. Afirma inclusive que, por ano, mais de 95.000 jovens entre 18 e 24 anos são vítimas de violência sexual relacionada ao álcool.
    Do outro lado algumas pessoas dizem que esse tipo de campanha coloca a responsabilidade do estupro diretamente sobre a vítima.
    Veja uma das críticas aqui.
    O que você acha?
    Responda nossa pesquisa no link abaixo

    http://www.addpoll.com/pazinatto/poll/o-que-você-acha-dessa-propaganda
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  • Novos vícios da noite

    • 7 Dec 2011
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    Saiu no caderno Equilíbrio na Folha de São Paulo de ontem, 6 de dezembro.
    Vendidas na rede e consumidas em clubes noturnos, drogas sintéticas preocupam o Reino Unido, que cria clínica de reabilitação especial só para esses dependentes 
    BEATRIZ PRATES
    COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
     
    O sistema de saúde inglês abriu uma clínica só para usuários de drogassintéticas, cujo uso cresceu muito em três anos no país. 
    Além de ecstasy e outros itens proibidos, frequentadores de casas noturnas estão abusando das "legal highs", substâncias criadas em laboratório que simulam efeitos dos entorpecentes ilegais. 
    "O consumo desses compostos químicos aumentou muito. Só em 2010, identificamos 41 novos compostos à venda", diz o pesquisador Jonh Ramsey, da St. George's University, em Londres. 
    Neste ano, outras 20 "drogas legais" usadas na noite foram identificadas. "Não dá para dizer o quanto são perigosas. Não conseguimos testar tudo." 
    DEPENDENTE DIFERENTE 
    Usuários de drogas sintéticas são diferentes dos de crack, cocaína e heroína, segundo o fundador da clínica Club Drug, Owen Jones. "Eles têm nível de educação alto, estão empregados, às vezes não percebem que estão dependentes e não se adaptam aos tratamentos convencionais." 
    Outro diferencial dos dependentes das "club drugs" é sua alta adesão à internet. "É na rede que compram drogas. Nossa estratégia é usar a tecnologia para levar informação sobre nosso serviço e sobre o risco dessas drogas. Estamos nas redes sociais", diz o coordenador da clínica. 
    Essas drogas começaram a surgir na década de 80, com as primeiras raves. "O que se vê agora é a redução do uso de heroína e crack e aumento no consumo de ecstasy, mefedrona e 'legal highs'. Esse cenário é um grande desafio ao tratamento da dependência, pois lidamos com drogas novas todo dia", diz Jones.
    A mefedrona, que até 2010 era vendida legalmente no Reino Unido, já é a segunda droga mais usada por jovens britânicos. 
    Foi ela que levou o estudante de medicina F., 19, a buscar tratamento. "Estava tomando sete gramas por noite, gastava muito com o vício. Nem estudava mais."
    Outra paciente é L., 31, uma gerente de RH que corre o risco de perder a bexiga. Desenvolveu uma ulceração por causa do abuso da quetamina, um anestésico forte. 
    "Comecei aos 20, com amigos. Aos poucos eles foram parando, aí vi que eu não conseguia parar." 
    Um administrador de 27 anos diz que levou cinco anos para perceber que estava viciado em GHB, o "boa noite cinderela". Ele está no início do tratamento. "Começou como diversão. Quando me dei conta estava tomando 2 ml de GHB por hora." 
    A clínica tem um time multidisciplinar que faz a avaliação do paciente e define o tratamento, que vai de psicoterapia a desintoxicação. O atendimento é feito no hospital de Chelsea e Westminster, na região central de Londres. 
    ESTUDOS NO BRASIL 
    No Brasil, as "legal highs" já são consumidas por alguns grupos e as outras drogas sintéticas são bem populares nas baladas. Mas não há clínicas especializadas. 
    Segundo Flávia Jungerman, psicóloga do Grea (Grupo de Estudos de Álcool e Drogas), do Hospital das Clínicas de SP, esse consumo é novo no país e as implicações médicas e sociais ainda não foram bem estimadas. "O uso acontece mais nas capitais e está associado à cena eletrônica. É um fenômeno jovem e elitizado." 
    Mas, de acordo com Jungerman, faltam estudos epidemiológicos que calculem o número de usuários de drogas sintéticas no Brasil. 
    Um primeiro levantamento nacional sobre uso de drogas entre universitários, feito pelo Grea no ano passado com 12.771 jovens de várias capitais, mostrou que 7,5% dos estudantes já utilizaram o ecstasy ao menos uma vez. E 2,1% disseram já ter experimentado o GHB. 


    Para ver a imagem em melhor qualidade, clique no link 
    Media_httpfiuolcombrf_yvitg

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  • Garotas e ecstasy

    • 5 Dec 2011
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    ecstasy nidanotes2

    O ecstasy é uma droga sintética, um psicotrópico produzido em laboratório.
    Fabricado em instalações caseiras simples e, muitas vezes, por pessoas com conhecimentos básicos de química. Sem odores característicos e de fácil manipulação, costuma enganar os órgãos repressores. Seu contexto de utilização é basicamente o recreativo em raves e clubes noturnos principalmente.
    A MDMA( 3,4-metilenodioximetanfetamina), é a principal substância encontrada noecstasy. Ela foi sintetizada e patenteada pela Merck em 1914 na Alemanha. Os estudos com o MDMA foram abandonados pela chegada da primeira guerra mundial e por ser pouco utilizada. 
    Na década de 60, ela reaparece pelas mãos do químico e farmacêutico americano Alexander Shulgin. Fez a “alegria” dos hippies e da geração psicodélica. 
    Dez anos mais tarde, chegou a ser usada em tratamentos psicoterápicos enquanto seu uso se espalhava entre os universitários dos EUA. 
    Em 1985, foi incluído pelo DEA(Drug Enforcement Agency) na lista de substâncias proibidas. 
    No Brasil seu uso se intensificou a partir do final da década de 90. 
    Seu pico de consumo no mundo foi entre 2001 e 2002. 
    Jovens adultos das classes A e B são os principais consumidores da droga aqui no Brasil. Isso ocorre devido ao preço. Cada comprimido chega a custar R$ 50,00. Também pode ser encontrado na forma de cápsulas ou em pó. 
    Em sua edição de novembro o Nida Notes trouxe os resultados de um trabalho que analisou o uso do ecstasy pelos adolescentes entre 1999 e 2008. Um dos resultados(veja gráfico abaixo) encontrados foi que de 2002 a 2008 as meninas de 12 a 17 anos tiveram um uso na vida maior do que o dos meninos. 

    ecstasy nidanotes 


    From 2002 through 2008, among adolescents aged 12 to 17, girls' rates of lifetime ecstasy use were higher than boys'. This pattern contrasts with that for marijuana, which boys used in higher percentages than girls during this period. The higher prevalence of ecstasy use among girls persisted when the researchers separated out the effects of household income, ethnicity, and population density of youths' areas of residence. The researchers analyzed annual data from the National Survey on Drug Use and Health. The number of adolescents who participated varied by year and ranged from 17,429 to 19,430.
    SOURCES: 
    Wu, P., et al. Ecstasy use among U.S. adolescents from 1999 to 2008. Drug and Alcohol Dependence 112(1-2):33-38, 2010. (Abstract) 


    Sugestão de leitura: Dependência de Drogas Sergio D. Seibel 2º edição Editora Atheneu 
    Sugestão de site: www.streetdrugs.org

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  • Sexo, drogas e gordura

    • 30 Nov 2011
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    jogo

    A entrevista da Cláudia Colluci saiu na Folha de São Paulo de segunda-feira, 28 de novembro.

    Deveria ter virado um post no mesmo dia, mas alguns acontecimentos pessoais inesperados impediram a atualização do blog.

    Excelente a entrevista e pretendo baixar o livro para versão do Kindle existente no meu tablet.

    Tomei a liberdade de destacar alguns trechos.

    A foto que ilustra a matéria do jornal é de Marlene Bergamo.

    Virtudes e vícios dividem os mesmos circuitos no cérebro

    Neurocientista mostra em livro que cérebro não discrimina prazer de jogo e bebida de atividades como filantropia

    CLÁUDIA COLLUCCI

    EM WASHINGTON

    O que o orgasmo, a comida gordurosa, o jogo, a bebida, a filantropia, os exercícios físicos e as drogas têm em comum? Sob o ponto de vista químico e fisiológico do cérebro, muita coisa.

    Em seu recente livro, "The Compass of Pleasure" (A bússola do prazer, sem edição no Brasil), o neurocientista David Linden, professor na Universidade Johns Hopkins, revela como agem os diferentes tipos de prazer nos circuitos cerebrais e como eles podem se tornar vícios.

    "Há uma unidade neural de virtude e vício. E o prazer é a nossa bússola, não importa o caminho que tomamos", diz Linden, 50.

    Ele afirma que há estudos experimentais para o desenvolvimento de uma vacina capaz de prevenir dependências em pessoas com predisposição genética. Os genes respondem por até 60% da vulnerabilidade ao vício.

    Em um futuro distante, Linden aposta que haverá meios artificiais de ativar os mecanismos de prazer. "Talvez teremos algo como um capacete que ativará os circuitos cerebrais do prazer na intensidade que você desejar."

    número vícioFolha - Por que o sr. escreveu um livro sobre prazer?

    David Linden - Todo mundo está interessado em prazer. As pessoas amam comida, sexo, jogos, drogas, exercícios. E o prazer é uma questão central no nosso sistema legal e governamental. Várias leis falam de prazer, quando regulam atividades sexuais, drogas ou jogos.

    No entanto, hoje sabemos que, do ponto de vista fisiológico e químico, o prazer que sentimos em atividades como correr ou fazer um trabalho filantrópico é o mesmo dos vícios. Há uma unidade neural de virtude e vício. E o prazer é a nossa bússola, não importa o caminho que tomamos.

    Quando o prazer vira vício?

    O prazer está associado à liberação de dopamina no cérebro. Esse neurotransmissor dispara quando ingerimos uma comida deliciosa, durante o orgasmo ou quando praticamos um ato generoso. A dopamina integra o sistema de prazer e recompensa.

    Os genes respondem por até 60% da vulnerabilidade à dependência. Se você herda variantes desse gene que levam a baixos níveis de receptores de dopamina, isso o fará mais suscetível ao vício. É como se as pessoas ficassem doentes de prazer.

    O que acontece com o cérebro de uma pessoa dependente?

    Se eu pedir para três pessoas com vícios diferentes escreverem sobre os sentimentos associados a essas experiências, você verá que são os mesmos.

    Começam porque se sentem bem e, depois, vão precisando de mais e mais. Todo o desejo se transforma em necessidade.

    A dependência gera mudanças estruturais, químicas e elétricas dos neurônios. Vamos dizer que você é alcoólatra e está "limpo" há três anos. Se você toma um drinque que seja, a sensação de prazer será muito maior para você do que para alguém que nunca foi dependente.

    Por que é tão difícil o tratamento do dependente?

    O dependente costuma recair em períodos de muito estresse. Sabemos hoje que existem muitas atividades prazerosas, como a prática de exercícios físicos, de meditação, de rezas ou mesmo brincadeiras com os filhos, que podem ajudar a aliviar o estresse e as recaídas.

    O sr. acredita na possibilidade de terapias que evitariam a dependência?

    Há pesquisas com animais para desenvolver uma vacina para pessoas com predisposição genética ao vício. Mas há muita polêmica, especialmente pelas questões éticas [de se medicar antes de o problema se manifestar].

    No momento, não há muitas drogas eficazes para tratar as dependências. Mas acho que nos próximos 15 anos teremos remédios eficazes para as crises de abstinência.

    Mas chegaremos a ter uma droga capaz de curar uma dependência?

    Não acredito que exista ou vá existir uma cura fácil. As pessoas fazem terapias em clínicas de reabilitação, mas estudos já mostraram que elas não são muito eficazes.

    Psicoterapia e drogas podem ajudar. Mas internar a pessoa, deixá-la anestesiada por três dias e dizer que está curada, para mim, é mentira. Eles só querem seu dinheiro.

    O sr. acredita que a obesidade seja consequência de um vício em comida?

    Sim. Nós gostamos de pensar em "metabolismos" para explicar por que ganhamos peso. Na verdade, 90% das pessoas que estão severamente obesas o são porque comem demais, não porque têm desordens metabólicas. Isso acontece porque seus cérebros são diferentes.

    Nossos corpos estão adaptados para aquelas situações de milhares de anos atrás em que você precisava de muita gordura e açúcar porque você não sabia se teria comida na semana seguinte. Só assim você sobrevivia, tinha filhos e passava seus genes adiante.

    E a indústria aprendeu rápido como manipular nossos cérebros para comer mais alimentos que engordam...

    É verdade. Nos EUA, a média de peso da população hoje está 11 quilos acima do que era na década de 1960. E não é porque nossos genes mudaram. Quando eu era criança, a garrafa de Coca-Cola era pequena, agora veja o tamanho dela! Quanto maior o tamanho das porções, mais você tende a comer e a beber.

    As corporações aprenderam que certos sabores ajudam as pessoas a comer em excesso. Comer muitos alimentos gordurosos e doces, por muito tempo, muda os circuitos do prazer do seu cérebro. Então você quer comer mais e mais. É parecido com heroína.

    E as paixões, o orgasmo, também podem viciar?

    Sim, o processo é bem parecido. A Universidade Albert Einstein, em Nova York, comparou o funcionamento dos cérebros de pessoas em novos relacionamentos quando elas olham para fotos do parceiro e para fotos de amigos. Não foi surpresa ver que há um disparo de dopamina ao olhar para a foto do amado.

    Interessante também é que partes do cérebro têm funções desligadas nesses estados de paixão ou durante o orgasmo, especialmente aquelas áreas relacionadas à cognição e lógica. Quando estamos muito apaixonados não conseguimos fazer uma boa avaliação da pessoa.

    Qual será o futuro do prazer, especialmente na nossa atual sociedade em que é tão fácil encontrá-lo?

    O acesso facilitado a coisas prazerosas, sem dúvida, aumenta o seu uso. Se você gostava de jogar, tinha que ir ao cassino. Agora, qualquer um entra na internet e pode jogar o tempo que quiser.

    Em um futuro distante, penso que teremos meios de ativar nossos mecanismos de prazer de forma não invasiva, talvez algo como um capacete de beisebol que, colocado na cabeça, ativará seus circuitos cerebrais do prazer na intensidade que você desejar.

    THE COMPASS OF PLEASURE

    AUTOR David Linden

    EDITORA Viking

    PREÇO US$ 13,69 (R$ 25,73) na Amazon (livro eletrônico)

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  • Uma epidemia americana

    • 17 Nov 2011
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    No Brasil, o crack. 
    Nos EUA, o meth. 
    Duas drogas devastadoras afetando a população desses países de forma epidêmica
    Recebi via AdFreak, a dica de alguns vídeos produzidos para alertar a população americana sobre os efeitos dessa metanfetamina.
    Esse material foi dirigido por Darren Aronofsky, o mesmo diretor de “Réquiem para um Sonho”. O filme de outubro de 2000 mostra a degradação de quatro personagens envolvidos com vários tipos de drogas.
    Pesquisando no mesmo AdFreak, descobri que outro diretor famoso, desta vez Alejandro González Iñárritu de Biutiful com Javier Bardem, Babel com Cate Blanchett e 21 Gramas com a maravilhosa Naomi Watts, também dirigiu campanhas anti-meth.

     

    Aqui no Brasil, existe alguma iniciativa desse tipo?
    Não sei.
    Mas seria bem interessante.
    Já em 2005, a Revista Época publicou uma matéria sobre essa droga também conhecida como crystal meth ou ice.
    No site do NIDA (National Institute on Drug Abuse) e no www.streetdrugs.org é possível ter informações mais técnicas. Ambos em inglês.
    Abaixo, o texto original do AdFreak e os vídeos dirigidos pelo Sr. Aronofsky você assisti aqui.
    Os vídeos do Sr. Iñárritu você assisti aqui.

    Anti-meth advertising has been disgustingly gnarly for some time. Now, it gets a celebrity director in Darren Aronofsky, who knows a little something about the horrors of addiction, having made a little date movie a decade ago called Requiem for a Dream. There are no amputated limbs or double-ended dildos in this campaign, from Organic Inc., but the message is similar—that drugs lead to all manner of physical, emotional and sexual degradation. The TV spots are expertly produced, transitioning from the floaty and foggy dreamworld of a user's high to the harsh realities of his or her shocking self-destruction. But the campaign is digitally focused, with all materials pointing to the newly launched MethProject.org. Check out some out-of-home work after the jump, along with three more TV spots—a far better use of Aronofsky's talents than his recent Revlon spot with Jessica Biel and Pharrell Williams. 

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    Biólogo e Pedagogo.
    Coordenador Pedagógico e especialista em Programas de Promoção de Saúde e Prevenção de Drogas em Escolas.
    Consultor Educacional
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